Evento e Artistas

O Evento

Betclic PlayMinds é um evento inovador que reúne um conjunto de artistas de valor unanimemente reconhecido, todos profundamente originais nos seus respetivos campos. Através de sorteio, DJ Marfox e Selma Uamusse, PZ e da Chick, Xinobi e Marta Ren e ainda Capicua e Tiago Nacarato foram organizados em 4 unidades criativas que posteriormente foram desafiadas a criarem um tema original em apenas 48 horas. Agora, num evento virtual apresentado por Surma, outra voz inovadora da cena pop nacional, essas quatro unidades irão disputar um Bolsa de Criação Betclic, apresentando-se num espetáculo de recorte futurista sob a forma de avatares, podendo o público assistir e participar de idêntica forma. Em paralelo, foram desenvolvidos dois filmes que refletem sobre os papéis do indivíduo e do coletivo e sobre a oposição entre os planos real e virtual.

Host

Surma

Em 2017, Débora Umbelino apareceu com a luz de mil sóis. Em Antwerpen, o seu disco de estreia, Surma inventou cores e formas, deu rugosidade a sons e criou uma linha própria de pop electrónico que vive da subtileza de saber a que sítio pertence cada ruído. Esse álbum levou-a até alguns dos maiores festivais portugueses (do NOS Alive ao NOS Primavera Sound), mas não só, ocupando grande parte do seu tempo em concertos fora de fronteiras (da Islândia aos Estados Unidos da América), prova de que a música da leiriense vivia de uma transversalidade única que não tinha geografias exatas, apenas pontos de orientação para não nos perdermos completamente. Depois do estudo do contrabaixo e da voz no Hot Clube e da pós-produção audiovisual na Restart, a artista portuguesa percebeu o seu caminho entre o som e o movimento. 

Sabe mais aqui: omnichordrecords.com/pt/artistas-2/surma-15

Unit 01

Marta Ren

Podemos encontrar o seu nome nas listas de créditos de canções de ilustres como Sam The Kid, Dealema, Moullinex, David Fonseca, Mão Morta, Trabalhadores do Comércio ou NBC, mas Marta Ren tem uma força que dispensa aglomerações: parem, olhem e ouçam o seu primeiro longa-duração, Stop, Look, Listen, uma autêntica demonstração de poder da rainha do funk&roll nacional que teve em "2 Kinds of Men", "I'm Not Your Regular Woman" e "Smiling Faces" os seus pontos mais altos. Desde os anos 90 a meter alma em tudo o que faz a partir do Porto, a cantora só deixa indiferente um tipo de pessoa em específico: aquele que nunca a ouviu.

Sabe mais aqui: linktr.ee/martaren

Xinobi

Fez-se homem através da electricidade dos The Vicious Five, mas foi enquanto DJ, produtor e co-fundador da Discotexas que soltou a energia vital que tinha dentro de si para contribuir para a música eletrónica de dança a nível nacional. 1975 e On The Quiet revelaram uma mente irrequieta que se preocupa com temas que servem a pista de dança sem nunca abdicar da inventividade e de um certo apelo pop. Com Bruno Cardoso, não há caminhos óbvios, só músicas com cunho próprio de quem tanto pega numa guitarra para abrir terreno como liga o sintetizador para entrar em contemplações oníricas.

Sabe mais aqui: discotexas.com/xinobi

Unit 02

Da Chick

Disco e punk, hip hop e new wave: Da Chick é, no fundo, alguém com muito estilo que, curiosamente, é capaz de unir características de géneros musicais diferentes para se destacar. Chick To Chick (2015) e conversations with the beat (2020) são dois registos diferentes que, no entanto, se encontram no meio para rezar ao mesmo Deus: o groove despudorado que se encaixa em cada célula do corpo humano. É daqueles nomes que podem encontrar no festival de jazz ou num final de noite num club perdido por essa Lisboa, e faz sentido em ambos.

Sabe mais aqui: discotexas.com/da-chick

PZ

Paulo Zé Pimenta chegou a todo o país através de "Cara de Chewbacca", esse tratado de elegância tragicómico-musical à portuguesa feita a meias com dB, porém, o multifacetado artista sempre foi mais do que esse tema: dêem-lhe um sampler, uns sintetizadores e um microfone e vejam-no a transformar-se num mágico de estúdio. Ou encontrem-no a produzir música para espetáculos como Could Be Worse: The Musical ou a participar em séries televisivas como Menos Um. E ainda há alter-egos como Pplectro e Fancy Weapons... PZ, que tem cinco álbuns lançados só com este seu nome, é mesmo feito de quantas pessoas...?

Sabe mais aqui: instagram.com/pz_pimenta

Unit 03

Selma Uamusse

Não é vento, é mesmo furacão: Selma Uamusse desprendeu-se dos projetos e das bandas do qual fazia parte (WrayGunn, Cacique’97, Gospel Collective ou Rodrigo Leão) e varreu tudo nos últimos dois anos com Mati e Liwoningo, usando a força do rock, do gospel e da sua Moçambique para criar canções com brilho incandescente, verdadeiras forças da natureza que só não tocam quem deixou o coração guardado na mais funda das gavetas. Reflexos da própria personalidade da cantora que vê a música enquanto maneira de soltar sentimentos maiores do que vida e uma arma para encontrar paz num mundo que precisa de luz em vez de sombra. 

Sabe mais aqui: sonymusic.pt/artist/selma-uamusse

DJ Marfox

Se existe uma efervescente cena à volta da batida de Lisboa que se fez ouvir nos últimos anos por esse mundo fora, Marlon Silva é um dos principais culpados. Nome lendário desta música que emerge dos subúrbios, DJ Marfox fez-se protagonista internacional com a Príncipe Discos e acabou a lançar pela notável Warp Records. Pelo meio, as remisturas para Fever Ray, Elza Soares, Panda Bear ou KOKOKO! deram-lhe ainda mais tarimba mundial. No entanto, o ouro está na sua própria discografia em nome próprio: vão lá conferir Eu Sei Quem Sou e Chapa Quente. Respeitem a lenda. 

Sabe mais aqui: instagram.com/djmarfox

Unit 04

Capicua

Ana Fernandes é caso raro em panorama nacional: para o bem e para o mal, é a única MC que se conseguiu manter à tona no hiper-masculinizado universo do hip hop tuga desde Capicua Goes Preemo Mixtape (Vol.1), o seu primeiro esforço discográfico a solo que meteu todos em sentido em 2008. A partir daí, tudo aquilo que lhe ouvimos em álbuns como Sereia Louca ou Madrepérola garantiram-lhe não só o estatuto de rapper acima da média, mas também de cantautora de primeira linha no contexto contemporâneo. Se a sua existência e subsistência seriam dignas de nota por si só, a mestria que Capicua aplica em cada verso que escreve tornam-na tão relevante quanto importante. 

Sabe mais aqui: capicua.pt

Tiago Nacarato

Portuense com Brasil no ADN, Tiago Nacarato decidiu que o seu percurso musical teria início com uma passagem pela escola de música da Valentim de Carvalho, e em boa hora o fez: Peixe, membro dos Ornatos Violeta e seu professor, deu-lhe uma das primeiras oportunidades ao convidá-lo para integrar uma orquestra de guitarras e baixos elétricos. A partir daí, o cantautor ainda foi vocalista da Orquestra Bamba Social mas foi em 2019 que se assumiu em nome próprio com Lugar Comum, álbum de estreia em que colaborou com artistas como Ana Bacalhau, Salvador Sobral ou Paulinho Moska.

Sabe mais aqui: instagram.com/tiago_nacarato